projeto 'São Paulo Antiga'

'São Paulo Antiga', projeto de catalogação e história de construções esquecidas na cidade de São Paulo.
desenvolvido por Douglas Nascimento, jornalista, fotógrafo e pesquisador e Glaucia Garcia de Carvalho, pesquisadora e professora.

informações site São Paulo Antiga

Desenvolvido a partir da ideia apresentada através do site português Lisboa Abandonada e também pelo argentino Basta de Demoler, onde cidadãos de uma maneira informal criam arquivos fotográficos e iconográficos registrando construções esquecidas na cidade, elaborou-se o projeto de catalogação e histórica da cidade de São Paulo chamado inicialmente de: “São Paulo Abandonada”.

Tomados pelas duas referências, já que estamos interessados na preservação e conservação de nossa história, o site foi desenvolvido após uma análise de que a cidade de São Paulo vem sofrendo constantes transformações e pouca preservação.(...)

O objetivo deste trabalho consiste em arquivar o que está acontecendo com nossa cidade através da união de jornalismo, história, arquitetura e fotografia, registrando todos esses acontecimentos através de nossa equipe, e demais colaboradores, que se preocupam com uma melhor qualidade de vida.(...)

Em meados de 2010, o projeto cresceu muito mais do que prevíamos inicialmente e em virtude disso decidimos alterar o site para um nome mais abrangente que não só faça referências às construções abandonadas que temos em nossa cidade, mas também a história da cidade em geral. A partir dai ampliamos a cobertura para várias outras cidades e também passamos a abordar temas da evolução da cidade. Foi a partir deste crescimento que em 01 de setembro de 2010 o São Paulo Abandonada passou a ser chamado São Paulo Antiga.

Colaboração

Qualquer cidadão pode colaborar com o projeto, fazendo uma denúncia através do link “Contato” no alto da página, enviando o local onde se encontra o bem abandonado ou em risco, ou mesmo imagens do mesmo. Após uma triagem inicial pela equipe a denúncia poderá ser publicada.

>> Conheça o projeto "São Paulo Antiga"

______________________________________________
No mapa, algumas das construções próximas ao Elevado Costa e Silva, mapeadas pelo projeto 'São Paulo Antiga'
(clique nos ícones assinalados em vermelho e amarelo para navegar pelas informações)


Visualizar São Paulo Antiga em um mapa maior

sobre plano da Prefeitura de SP para retirada de crianças e adultos usuários de crack das ruas - internação compulsória

Kassab quer que Guarda Civil também recolha usuário de droga da cracolândia
Plano da Prefeitura prevê de envio a clínica de reabilitação a capacitação profissional; para MP, no entanto, programa ainda não existe

em O Estado de São Paulo, por Felipe Frazão, 04/08/2011

O plano da Prefeitura de São Paulo de internar compulsoriamente crianças e adultos usuários de crack inclui atuação da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Composto por três fases - recolhimento, triagem e destinação -, ele prevê que agentes comunitários da saúde e assistentes sociais identifiquem os "noias" que ocupam, principalmente, a cracolândia, na região central, e guardas "ajudem a recolher" esses dependentes.

Todos os retirados das ruas por GCM e assistentes sociais serão encaminhados a centros de triagem, onde serão feitas, entre outros procedimentos, a identificação da pessoa, a avaliação se há sinais de dependência química e capacidade psíquica e a checagem de antecedentes criminais.

A partir daí, os "recolhidos" poderão ser enviados a clínicas de reabilitação ou casas de assistência social. Dependendo do caso, ainda poderão receber capacitação profissional para tentar voltar ao mercado de trabalho.

Quatro secretarias municipais - Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social, Saúde e Segurança Urbana - participam dos estudos sobre a internação forçada. Mas o programa ainda não tem data para começar, porque faltam acertos jurídicos.

Como o Estado revelou na sexta-feira, a Procuradoria-Geral do Município já deu parecer favorável à internação, baseada na incapacidade legal de toxicômanos e menores de idade em fazerem escolhas pessoais.

Mas o assunto é polêmico. Para o promotor de Habitação e Urbanismo Maurício Antonio Ribeiro Lopes, a Prefeitura ainda não tem um programa definido sobre o tema. "Nada está acertado. Sem que exista um programa detalhado é muito complicado. Estão fazendo um balão de ensaio. Eles têm divergências internas entre secretarias. Acho que não há nem sequer um projeto pronto. Não vi uma folha de papel. Entendemos que não há projeto detalhado, com cronograma e definição de responsabilidades pelas ações. Enquanto não for apresentando formalmente ao Ministério Público, não há razão para continuar falando nisso", disse Ribeiro Lopes. "Se não for um projeto abrangente para resolver situação de moradia, autoestima, emprego, renda, educação e saúde, desculpe: isso é perfumaria, não é programa."

Ampliação. Enquanto isso, a Secretaria Municipal da Saúde diz que já fez 111 internações involuntárias (com aval médico) ou compulsórias (com determinação judicial) nos últimos dois anos - 70 de menores de idade dependentes químicos. A maior parte na Ação Integrada Centro Legal, deflagrada em julho de 2009 em bairros do centro, como a Luz e o Bom Retiro. E a Prefeitura reconhece que terá de investir para criar novas vagas na rede municipal de atendimento para dependentes químicos. Hoje são 317 vagas - 80 leitos na rede própria (com capacidade para 500 atendimentos por ano) e outros 237 nas comunidades privadas conveniadas. 

Minhocão Kirchner

Minhocão também pode ser rebatizado

de O Estado de S.Paulo, por Diego Zanchetta, 15/06/2011

Outro projeto em trâmite na Câmara Municipal desde 13 de dezembro tenta mudar o nome do Elevado Costa e Silva, o Minhocão, para Elevado Nestor Kirchner, o ex-presidente da Argentina morto no ano passado, que perseguiu torturadores em seu país. Ex-preso político, o autor do projeto, vereador Eliseu Gabriel (PSB), diz que quer acabar com "a homenagem ao militar que criou a ditadura da ditadura ao baixar o AI-5". Outro projeto do vereador tenta tirar o nome de Sérgio Fleury de uma rua na Vila Leopoldina, na zona oeste.

>> link para publicação original, site O Estado de São Paulo

  • veja o projeto sobre a alteração no nome do Elevado Costa e Silva, do vereador Eliseu Gabriel

>>  PROJETO DE LEI 01-00315/2011 do Vereador Eliseu Gabriel (PSB)
“Altera a denominação da Via Elevada Presidente Arthur da Costa e Silva para Via Elevada Presidente Néstor Carlos Kirchner, e dá outras providências.”

protesto contra desapropriações em SP

Ativistas criticam Kassab em protesto contra desapropriações em São Paulo
Moradores de pelo menos três regiões afetadas por projetos da prefeitura paulistana percorreram as ruas do centro da capital.

de Rede Brasil Atual, por Suzana Vier, em 27/07/2011

Moradora da região da Santa Ifigênia há 36 anos,
a jornalista Paula Ribas participou do ato com
uma imagem de Santa Ifigênia nas mãos
(Foto: Camila de Oliveira)
São Paulo – Aos gritos de "São Paulo não está à venda" e "Fora Kassab", cerca de 500 manifestantes protestaram na manhã desta quarta-feira (27), no centro da capital. Moradores de diversos bairros, comerciantes e sindicatos pararam as ruas próximas à praça da Sé por uma hora e meia para criticar milhares de desapropriações previstas na cidade.

A manifestação teve início em frente ao Fórum João Mendes, onde estava previsto o julgamento de uma ação judicial contra a Lei 14.917/09, chamada de lei de concessão urbanística. Essa legislação autoriza a prefeitura de São Paulo a transferir sua responsabilidade por desapropriações na região, onde deve ocorrer o projeto de requalificação Nova Luz, para a iniciativa privada. O projeto prevê demolições em até 60% da região na área delimitada pela sua Mauá e pelas avenidas Ipiranga, São João, Duque de Caxias e Cásper Líbero. O julgamento foi adiado, mas moradores e comerciantes da região da Santa Ifigênia decidiram manter o protesto.

"A concessão urbanística prevista no projeto Nova Luz põe por terra o direito de propriedade, porque delega para o particular desapropriar e, no lugar, construir empreendimentos imobiliários”, afirma a arquiteta e urbanista Lucila Lacreta, diretora do movimento Defenda São Paulo. “Pela legislação, (desapropriar) é atribuição exclusiva do poder público e tem limites muito estreitos. Nesse caso, o que se chama de revitalização, significa delegar as desapropriações para particular que vai lucrar com elas”, resume.

Da frente do fórum, os manifestantes caminharam com faixas e apitos pelas ruas centrais até a prefeitura de São Paulo. Na calçada do gabinete do prefeito Gilberto Kassab (ex-DEM, a caminho do PSD), pediram que ele descesse para ouvir as insatisfações de moradores de diversos bairros que sofrerão desapropriação. Entretanto, nenhum representante da prefeitura recebeu os ativistas.

Um manifesto foi distribuído ao público argumentando que “concreto não cura crack, não educa crianças e jovens, não cuida da saúde, não ampara idosos que perderão suas casas para receber esmola”.

Moradora da região da Santa Ifigênia há 36 anos, a jornalista Paula Ribas participou do ato com uma imagem de Santa Ifigênia nas mãos. “É a santa da casa própria”, explica. “A prefeitura fala em melhorar o Centro, mas retira moradores que, como eu, nasceram e cresceram aqui. Queremos que a região melhore e nossas vidas também. Porque querem nos tirar daqui?”, critica a presidente da Associação de moradores Amoaluz.

Gerson Ferreira, da Associação dos Músicos de São Paulo, se disse "indignado" por saber que lojas de equipamentos musicais e de som, com mais de 60 anos, podem ser fechadas para demolição. “Vem gente de outros países comprar equipamentos de som e instrumentos na Santa Ifigênia e em nome de uma revitalização que não cuida das pessoas querem acabar com ela”, criticou.

11 mil famílias

A manifestação lembrou das desapropriações previstas para ocorrer no Jabaquara, zona sul. De acordo com lideranças da região, cerca de 11,2 mil famílias serão afetadas para a implantação da Operação urbana Água Espraiada – que vai ligar a avenida Roberto Marinho (antiga Água Espraiada) à rodovia dos Imigrantes.

A venda do quarteirão da Cultura, terreno municipal de 20 mil metros quadrados, no Itaim Bibi, também foi alvo de protesto dos ativistas. O quarteirão sedia oito equipamentos públicos, entre escolas, creches, biblioteca, teatro e Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS). Dora Lima, do Fórum Social de São Paulo, analisa que há desapropriações arbitrárias e desnecessárias em toda a cidade. “É na região da Luz, no Itaim, no Jabaquara, o prefeito está vendendo São Paulo”, dispara.

Os manifestantes realizaram o percurso com caminhão de som que parou em frente ao Tribunal de Justiça de São Paulo e secretarias municipais para execução do Hino Nacional. Também participaram da manifestação membros do Sindicato de Cargas, Sindicato de Cargas Pesadas, Sindicato dos Fiscais e Sindicato dos Escritórios de São Paulo.

manifesto, profissionais da cultura na Funarte SP

Ocupamos a Funarte!

do Cultura Já!, em 26/07/2011

Venha ocupar a Funarte conosco!

E já que a casa é nossa, alguns grupos amanhecem esta terça-feira, dia 26, já ensaiando por aqui. Traga o seu coletivo para ocupar: transfira para cá os ensaios e trabalhos! Há bastante espaço! Abrimos as portas da Funarte! O MTC segue na luta por tempo indeterminado! Assembléia às 09:00 horas!

Não se engane! Não estamos fazendo aqui uma ocupação estética estática.

O MinC, por meio da Funarte SP, tomou conosco uma atitude de democracia hipócrita: abriu as portas da casa para os trabalhadores da cultura até quinta-feira, mas com intenção de neutralizar nosso discurso.

Isso para dar a impressão de que queremos apenas fazer barulho, sem mostrar o que vem ocorrendo com a política de verbas para a Cultura.

Da mesma forma hipócrita, a Funarte liberou uma pequena verba de R$ 100 milhões semana passada; para dizer que há muito dinheiro quando na verdade o dinheiro vem sendo cortado drasticamente. Pior: tratava-se de rebarba do orçamento do ano passado.

A verdade é que dois terços da verba federal para Cultura foi cortada. Exigimos aprovação da PEC 150. Ela garante que o mínimo de 2% do orçamento geral da União seja destinado à Cultura.

Exigimos também a aprovação da PEC 236. Ela prevê a Cultura como direito social.

Aproveitamos então o tão singelo abrir dessas portas e estendemos o convite para todos os artistas, todos os trabalhadores da cultura:

Junte seu grupo e mostre a todos os governos que sabe o que quer!

Arte pública com dinheiro público!

Fim do engôdo chamado incentivo cultural via isenção fiscal!

Por políticas culturais estruturantes!

Cultura não é mercadoria!



>> veja o manifesto 'é hora de perder a paciência!' , site Cultura Já!


__________________________________________________________
vídeoreprtegem sobre o protesto
'Trabalhadores protestam contra o corte de dois terços da verba federal destinada à cultura'
do, canal redetvt, no YouTube

manifesto "é hora de perder a paciência!" e protesto na Funarte SP

Manifesto teatral
Artistas vão se reunir hoje na sede da Funarte para pedir mais verbas e políticas

de O Estado de S.Paulo, por Maria Eugênia de Menezes, 25/07/2011

Depois de um breve período de calmaria, o Ministério da Cultura volta à berlinda. Desta vez, será alvo de protesto dos artistas de teatro que se reúnem hoje, a partir das 14h, na imediações da sede da Funarte em São Paulo. A mobilização, que promete ser a maior desde o início da atual gestão, pretende reunir representantes de 250 companhias da capital e interior. E também das áreas de dança, música e circo.

Clayton de Souza/AE-7/5/2009
Nas ruas. Prédio do Teatro Funarte, no centro 
de São Paulo: movimento espera reunir 
representantes de 250 companhias
Curiosamente, a manifestação ocorre uma semana após o lançamento de novos editais pela Funarte. Na última terça, a entidade anunciou o investimento de R$ 100 milhões em programas de incentivo às artes. Só o edital Myriam Muniz - destinado à produção de espetáculos teatrais - teve seu orçamento aumentado de R$ 7 milhões para R$ 10 milhões. Nas áreas de dança e circo, os prêmios alcançam R$ 4, 5 milhões, cada um.

"Mas isso não resolve a situação", aponta Ney Piacentini, presidente da Cooperativa Paulista de Teatro e um dos organizadores do movimento. Para ele, a liberação recente das verbas não é mais do que uma resposta à pressão que artistas vinham exercendo sobre a entidade. "Metade dessa verba é para pagar editais do ano passado. É como se fosse um "cala boca". A gente grita e eles liberam o dinheiro. Queremos acabar com isso", diz Piacentini. "Vamos para rua porque chegou a hora dos trabalhadores da cultura perderem a paciência. Esse é o nosso lema."

Em um manifesto, que circula pela internet e pode ser lido no site www.cooperativadeteatro.com.br, os signatários pedem a revisão do corte no orçamento do MinC - que teria passado de R$ 2,2 bi para R$ 800 milhões. "É um momento de prosperidade econômica. Não há razão para se fazer um corte tão grande", comenta Piacentini.

O aumento da verba do MinC para 2% do orçamento geral da união, assim como a instituição de outros modelos de política para as artes cênicas também estão entre as reivindicações. "Defendemos políticas de longo prazo, políticas estruturantes que reflitam o acúmulo de dez anos de reflexão que temos sobre o assunto", aponta o presidente da Cooperativa Paulista de Teatro.

Antônio Grassi, presidente da Funarte, diz apoiar qualquer mobilização pela ampliação de recursos para a cultura, mas faz ressalvas ao movimento. "É saudável que os produtores culturais queiram mais recursos para a área", diz. "Mas o local para se discutir isso - tanto o aumento do orçamento quanto a aprovação de outros projetos que eles reivindicam - é o Congresso Nacional e não a Funarte."

Entre os temas levantados pelos manifestantes está a criação de programas como o Prêmio de Teatro Brasileiro. A proposta tramita atualmente no Congresso, dentro do escopo do ProCultura, projeto de lei 6.722 que institui um programa nacional de fomento e incentivo à cultura.

"O Prêmio de Teatro Brasileiro tem o nosso apoio, mas precisa ser primeiro aprovado no Congresso. Não existe nenhuma referência a algum programa que não estamos fazendo. Lançamos os editais dos quais eles estavam se queixando", comenta Grassi.

Para manter a pressão sobre o governo, os artistas já anunciaram a data de uma nova mobilização: dia 2, às 10h.

Mambembão. Além dos editais para as áreas de teatro, dança, circo, música e artes visuais, a Funarte também divulgou a intenção de retomar o Mambembão, um extinto projeto de circulação de espetáculos, que teve grande repercussão nos anos 1980. Em linhas gerais, o programa funcionava trazendo para os grandes centros do Sudeste espetáculos produzidos fora do eixo Rio-São Paulo.

De acordo com Grassi, o Mambembão já voltaria à ativa no início do próximo ano, com um orçamento de cerca de R$ 2 milhões por ano. A ideia é manter a proposta em moldes semelhantes ao projeto original. Dessa forma, produções das regiões Sul, Norte, Nordeste e Centro-oeste seriam selecionadas para se apresentar nos espaços da Funarte nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. "E, além disso, pretendemos ampliar o prêmio Myriam Muniz de circulação, para fazer com que espetáculos circulem dentro de suas regiões." Segundo Grassi, uma prévia do Mambembão poderá ser vista ainda neste ano. Recentemente restaurado, o antigo teatro Dulcina, no Rio de Janeiro, deve ser reaberto no próximo dia 2 com uma programação especial. Na agenda, não estão apenas atrações dos grandes centros, mas também apresentações do grupo Ponto de Partida, de Barbacena, Minas Gerais.